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Carta aberta ao Surreal16 Collective

Escrevo da diáspora. Mais precisamente, do Brasil, país que provavelmente se assemelha à Nigéria em alguns aspectos, como pude notar pelos curtas que assisti durante a Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte. Por isso estou me abrindo nessa carta. Por acreditar que, assim como eu, os cinemas negros daqui podem também aprender demais com vocês.

Trabalho e(m) comunhão – Opy’i regua (2020)

Em Opy’i regua (2020), dirigido por Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux, a câmera na mão nos guia pelo processo de criação da casa de reza da pequena Aldeia Guarani Som dos Pássaros, como a sombra que acompanha cada um dos trabalhadores que colaboram com a Cacica Júlia Gimenes. Mas mais do que o trabalho braçal, o que as imagens revelam é uma relação comunitária que transforma esse processo em algo de outra natureza.

Maresia da memória – Bablinga

Memórias, assim como ondas do mar, não podem ser contidas. Elas possuem seus próprios fluxos, ora intimidantes, ora sedutores. Por mais que você as ignore, continuam fluindo, como se esperassem o momento em que irão emergir. A construção fílmica de Bablinga reproduz essa natureza volúvel das lembranças: o vai e vem, a desorientação, o fugaz…