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Trabalho e(m) comunhão – Opy’i regua (2020)

Em Opy’i regua (2020), dirigido por Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux, a câmera na mão nos guia pelo processo de criação da casa de reza da pequena Aldeia Guarani Som dos Pássaros, como a sombra que acompanha cada um dos trabalhadores que colaboram com a Cacica Júlia Gimenes. Mas mais do que o trabalho braçal, o que as imagens revelam é uma relação comunitária que transforma esse processo em algo de outra natureza.

Maresia da memória – Bablinga

Memórias, assim como ondas do mar, não podem ser contidas. Elas possuem seus próprios fluxos, ora intimidantes, ora sedutores. Por mais que você as ignore, continuam fluindo, como se esperassem o momento em que irão emergir. A construção fílmica de Bablinga reproduz essa natureza volúvel das lembranças: o vai e vem, a desorientação, o fugaz…

Para o Seu Bem, de Ronja Hemm

Por mais que Para o Seu Bem se passe no distante Nepal, ele também conta uma história sobre duas jovens, uma mãe e uma avó. E sobre como, em relativamente pouco tempo, três gerações de mulheres experienciaram vidas muito distantes no que diz respeito à liberdade de seus corpos.

Da pergunta e das entranhas – Gujiga

Gujiga é o canto, a ode à tartaruga, segundo o filme de Sunjha Kim. A beleza milimétrica dessa ode vem junto de uma violência simbólica (e física) imposta à tartaruga (somente à tartaruga?). Gujiga é o que as deusas ressoam, da Lua. Ou as tartarugas mães, que tudo vigiam? Gujiga é a resposta aos “pip’s” que as bebês tartarugas emitem de dentro do casco, antes de respirar o mundo, para garantirem que não vão sair sozinhas da casca solitária.